Exigida requalificação de escola secundária de Évora com 40 anos
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A requalificação da Escola Secundária André de Gouveia (ESAG), em Évora, com quase 40 anos de existência, foi hoje reclamada pela diretora do agrupamento escolar, que apelou a uma “união de forças” que viabilize a intervenção.
“Este é o momento de fazermos força para tentarmos ultrapassar uma situação de desigualdade em relação às outras duas escolas secundárias” da cidade, afirmou à agência Lusa a diretora do Agrupamento de Escolas n.º4 de Évora, Maria de Lurdes Brito.
Realçando que a ESAG “está sempre em desvantagem” face às outras escolas secundárias de Évora, a Severim de Faria e a Gabriel Pereira, que foram modernizadas, a responsável alegou que “a imagem conta para que os alunos se sintam melhor acolhidos”.
A diretora do agrupamento escolar falava à Lusa a propósito de um ofício que enviou aos deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Évora e aos candidatos à presidência do município nas próximas eleições autárquicas.
“Pretendemos que se encontrem forças para, junto do Ministério do Educação, apelarmos em conjunto para a requalificação da escola, uma vez que existem fundos e que se não forem gastos podem ser remetidos para outros projetos”, disse.
Maria de Lurdes Brito adiantou que a requalificação da Escola Secundária André de Gouveia está “no mapeamento prioritário” da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) e que existem “fundos europeus destinados” à escola.
“Por muito bem conservada que a escola esteja, há infraestruturas, como esgotos, canalizações e eletricidade, que precisam de uma intervenção mais de fundo do que as pequenas reparações que podemos ir fazendo”, advertiu.
A responsável defendeu a requalificação do estabelecimento também para valorizar o seu gimnodesportivo e um espaço de quatro hectares de espaço livre, assim como o “importante espólio de fósseis e livros”.
Questionado hoje pela Lusa sobre a necessidade de requalificação da escola, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá (CDU), respondeu que “o Governo é que tem de responder”, observando que, “aparentemente, não quer fazer a intervenção na escola”.
Uma das soluções que viabilizaria as obras na ESAG era a Câmara Municipal de Évora assumir uma parte da contrapartida pública nacional do projeto, mas o autarca alentejano recusou tal cenário.
“O que o Governo propõe é que, em vez de usarmos o dinheiro municipal para recuperar escolas da responsabilidade do município, desviássemos o dinheiro para financiar o Governo e uma escola que é responsabilidade do Governo”, referiu.
Indicando que a câmara não aceita a proposta, Pinto de Sá disse que a o município está a enfrentar “dificuldades em arranjar financiamento” para cinco escolas que são da sua responsabilidade e que precisam de ser intervencionadas.
“Há dinheiro no quadro comunitário e aquilo que o Governo tem a fazer é mobilizar esse dinheiro e fazer a obra que lhe compete”, concluiu.
Fonte:Lusa






